Marcados para ViverVigorosos, tenazes e especialmente belos

Os Peixes-de-bico sempre povoaram o imaginário da humanidade, como fez como o escritor Ernest Hemingway e seu romance O Velho e o Mar, onde descreve a luta entre um pescador e um Marlim-azul num embate entre o homem e as forças da natureza.

Esses peixes realizam longas viagens pelo oceano, comprovada com a colocação de marcas que permitem o acompanhamento de sua movimentação. A possibilidade de traçar o caminho exato de um Marlim por meio das marcar eletrônicas é uma grande conquista para a ciência, que agora, associada ao

conhecimento genético, tornam-se importantes ferramentas para a conservação, onde a análise feita com larvas consegue estabelecer nestes primeiros estágios de vida qual a espécie e ou código genético do indivíduo.  As minúsculas larvas achadas na imensidão azul podem determinar áreas de desova e a partir daí, subsidiar estratégias de pesca responsável.

Trabalhos conjuntos de rota migratória e de DNA ajudam a desvendar enigmas dos caminhos que os Peixes-de-bico traçam nos mares, afirma o professor John Graves que trabalha no Virginia Institute of Marine Science dos Estados Unidos.

A parceria com os pesquisadores do Projeto Marlim do Brasil, liderado pelo professor Alberto F. do Amorim do Instituto de Pesca\SP e o autor deste artigo e a Universidade Veiga de Almeida, que hoje estudam o DNA de larvas coletadas na costa brasileira juntamente com o professor Alexandre Hilsdorf da Universidade de Mogi das Cruzes descobriram áreas importantes de desova na zona oceânica do sudeste brasileiro.

Essas descobertas, recentemente validadas pela Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico\ICCAT, uma organização inter governamental de pesca responsável pela conservação de tunídeos e espécies afins do atum no Oceano Atlântico e dos mares adjacentes, pode mostram se há cruzamento entre peixes de uma região e outra.

Subsidiando ações sustentáveis de forma a não afetar as populações menores, para que as diferenças genéticas não se percam. Estas variações genéticas dentro de uma espécie são fundamentais para a manutenção e capacidade de sobrevivência desses peixes diante de adversidades. Obs – texto adaptado do texto de Christina Amorim. Quer saber mais: ICCAT-SCRS\2015-134; Ocurrence of Istiophoridae larvae and Xiphiidae eggson the Southeastern coast of Brazil.