Tem como objetivo contribuir com a governabilidade e sustentabilidade da cadeia produtiva pesqueira nacional, através de atividades desenvolvidas na promoção do desenvolvimento progressivo de cientistas e gestores que trabalham com os tunídeos e afins no país.

Nos últimos anos, todo o monitoramento da atividade brasileira de pesca de atuns e afins fora realizado através de convênios entre o Ministério da Pesca e Aquacultura e instituições de pesquisa onde trabalhavam pesquisadores membros do Subcomitê Científico do Comitê Consultivo Permanente de Gestão sobre Atuns e Afins, que trabalhavam na coleta e análise dos dados provenientes destas pescarias. E o sistema de Mapas de Bordo é uma das mais importantes fontes de informação disponíveis para o monitoramento do esforço de pesca.

As informações pesqueiras coletadas são aportadas na Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns e Afins do Oceano Atlântico pelo Ministério da Pesca e Aquacultura acrescido de dados biológicos e de comprimento para as espécies em cumprimento as obrigações assumidas pelo Brasil mediante os termos da convenção da qual é signatário perante o direito internacional. Permitindo uma boa governabilidade sobre a cadeia produtiva e corroborando para as relações do país com

 instâncias internacionais. 

O Ministério da Pesca e Aquacultura na busca de atender a sua demanda, aprimora um Programa de Apoio e Monitoramento da Frota Atuneira Artesanal e Industrial, que em vigência é executado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco com a participação da UFRN, Tamar, UNIVALI, CEPSUL/ICMBio, Instituto de Pesca/SP, UEM, Universidade Veiga de Almeida/UVA, Instituto Albatroz, CEPENE e UFRJ. A UFRPE tem atuado como instituição sede do Subcomitê Científico do Comitê Consultivo Permanente de Gestão sobre Atuns e Afins, desde a sua criação, em 1998, permanecendo até hoje. 

O projeto aprofunda os conhecimentos técnico-científicos sobre a pesca e a ecologia das principais espécies comerciais de tunídeos e afins capturadas ao largo da costa brasileira, para promoção da exploração sustentável desses importantes recursos pesqueiros oceânicos, pela frota nacional e suas atividades estão estruturadas de forma a atender as demandas de informação da Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns e Afins do Oceano Atlântico

O projeto atende metas distintas de estabelecimento de programa de coleta e análise sistemática de material biológico das principais espécies capturadas pela frota comercial brasileira, o de avaliar os impactos da pesca na estrutura dos estoques através do acompanhamento dos desembarques, o da padronização de Captura por Unidade de Produção e avaliação de estoques. Por último, propor modificações na estrutura da pesca para redução da fauna acompanhante que é capturada incidentalmente, como os albatrozes, tartarugas e Marlins, neste caso protegidos por lei. Desta forma, abordando todas as informações e ações necessárias para o cumprimento das obrigações que o Brasil assumiu perante a Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns e Afins do Oceano Atlântico.

Por: Eduardo Pimenta - Jornal Convés