Contaminação BiológicaTamanho é o potencial das espécies exóticas em modificar ambientes naturais que as plantas invasoras são consideradas a segunda maior ameaça mundial à biodiversidade, perdendo apenas para a destruição de habitats pela exploração humana.

Cada espécie tem o seu nicho ecológico, seus pré-requisitos básicos para ocupar determinado ecossistema, sendo fundamental que todos esses requisitos estejam lá disponíveis, para que ela possa então se estabelecer. Duas espécies de mesmo nicho ecológico não podem ocorrer no mesmo ecossistema, se assim for, uma delas, a menos apta, deverá ser expulsa ou extinta.

A toda hora espécies estão migrando, o problema maior está quando o homem introduz uma espécie exótica em um ambiente natural. Ao chegara uma nova região, a espécie exótica já traz consigo as suas exigências ecológicas, que, obrigatoriamente, terão que ser atendidas. Vamos considerar que a região apresenta o nicho ocupado por outra espécie menos apta na exploração dos recursos do que pela espécie invasora introduzida.

Possivelmente deverá ocorrer ali à extinção da espécie nativa por exclusão

 competitiva, seguida da explosão populacional da espécie exótica. Trata-se de um verdadeiro desastre ecológico, onde medidas urgentes precisam ser tomadas para a não completa extinção da espécie nativa, dentre outras alterações ambientais.

O agravante dos processos de invasão, quando comparados com outros problemas ambientais, é que ao invés de serem absorvidos com o tempo e amenizados, agravam-se à medida que as plantas exóticas invasoras ocupam o espaço das nativas levando a perda da biodiversidade, a modificação das características naturais dos ecossistemas atingidos e a alteração fisionômica da paisagem natural.

Esta contaminação biológica promove a naturalização desta espécie, que por dispersão, provoca mudanças no ecossistema e impedem sua natural recuperação. A Organização das Nações Unidas preocupada, criou um programa de capacitação para o controle e erradicação das invasoras.

Dada a escala em que se encontram diversas áreas invadidas, o impacto da contaminação biológica está sendo relacionado a problemas globais, como à homogeneização da flora mundial, promovendo alterações em propriedades ecológicas essenciais, como ciclagem de nutrientes, taxas de decomposição, processos evolutivos e relações entre polinizadores e plantas.

Há o risco de que produzam híbridos a partir de espécies nativas, que podem ter ainda maior potencial invasor. Essas alterações colocam em risco atividades econômicas ligadas ao uso de recursos naturais, gerando, impactos economicamente negativos.

Só faltou avisar ao responsável pela introdução de espécies exóticas na faixa marginal de proteção da Praia do Forte que isso é um ato falho dos mais graves. A iniciativa é das mais nobres, pois se trata da revitalização da vegetação nativa, tão sofrida pelo ir e vir da população usuária da praia mais famosa de Cabo Frio, mais não pode ser feita com espécies exóticas invasoras, pois se trata da revitalização da vegetação nativa, tão sofridapelo ir e vir da população usuária da praia mais famosa de Cabo Frio, mais não pode ser feita com espécies exóticas invasoras.

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Por: Eduardo Pimenta - Jornal Convés